O Museu do Caramulo vai inaugurar no próximo Sábado, dia 10 de Junho, pelas 17h00, a exposição temporária de arte contemporânea “Black Box – Museu Imaginário”, com direcção de João Louro.

A exposição conta com obras de Fernanda Fragateiro, João Queiroz, José Pedro Croft, Julião Sarmento, Miguel Ângelo Rocha e Rui Chafes e apresenta 8 obras contemporâneas das áreas da pintura, escultura, mobiliário e instalação, inseridas nas salas de arte do Museu do Caramulo, em confronto com o acervo permanente do museu. 

“Black Box – Museu Imaginário” é a primeira de um ciclo de 6 exposições a ter lugar no Museu do Caramulo nos próximos 6 anos sendo, cada uma delas, dirigida por um artista. Segundo Tiago Patrício Gouveia, Director do Museu do Caramulo, “esta exposição apresenta um conceito diferente, que permitirá ao público criar dinâmicas que possibilitem novas leituras das obras existentes e das novas obras expostas. É também a primeira vez que o Museu do Caramulo convida um artista para fazer a curadoria de uma exposição e a abrir este ciclo, convidámos o artista João Louro, representante de Portugal na Bienal de Veneza, que conseguiu reunir cinco dos maiores artistas contemporâneos nacionais, o que vai criar logo à partida muita antecipação por parte do público.” 

Esta exposição tem o apoio do Banco BPI, da Câmara Municipal de Tondela, da EDC – Associação de Eventos do Caramulo e do Jornal dos Clássicos. 

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Sobre a exposição 

"Black Box - Museu imaginário" é o número 0 de um ciclo de 6 exposições a ter lugar no Museu do Caramulo nos próximos 6 anos. Cada uma delas será dirigida por um artista, cabendo-me a mim a abertura do ciclo. 

O formato, não sendo inédito, é aqui recuperado com o objectivo de exponenciar as ressonâncias da arte contemporânea, através da comunicação directa com o acervo do Museu, em si variadíssimo, em género e em estilo. 

A este registo de tempo, nas suas várias camadas sobrepostas, acresce a vontade, da actual administração, de continuar o trabalho iniciado, enquadrando-o numa política cultural estruturada e em consonância com a intenção original dos seus fundadores. Manter público o acervo, criar dinâmicas que possibilitem novas leituras, quer das obras existentes, quer das novas obras que se irão expor, trazer públicos diversificados e valorizar, assim, o Museu. 

A intenção que subjaz neste primeiro episódio, e que servirá de mote para os que se seguem, é a de abrir espaço de pensamento, num discurso de acção/reacção, gerado pela inclusão de obras de artistas contemporâneos nas diversas salas do Museu. Haverá portanto dois momentos de interesse: o da obra propriamente dita, com todo o seu leque de sentidos e ainda, o do confronto desta com a envolvente, ampliando, nesse ricochete, o seu potencial de significação. 

Black Box será a definição genérica do ciclo de exposições e, ao contrário da ideia de "white cube", aponta para a noção de local repleto, que não se preenche a partir do nada, sendo em si mesmo conteúdo. 

O nome escolhido alude também à noção de “caixa negra”, o equipamento usado nos aviões comerciais como instrumento de registo. Um instrumento com o qual se poderá estabelecer um paralelismo, uma vez que a caixa negra reúne toda a informação, mantendo-a em segurança, mesmo nas condições mais adversas.

É essa também a função de um museu. Um equipamento de memória que contém o Tempo, cumprindo uma função essencial para a manutenção da vida. Não há futuro sem memória nem cultura. 

Nesta primeira exposição decidi, como matriz do projecto, reunir alguns artistas que gostaria de ver confrontados na presença do acervo do Museu. Explorar essa reverberação entre as obras do acervo e as obras de artistas convidados, colocadas no espaço. Segundo este princípio, pareceu-me mais importante seguir a pista de um conflito entre a razão e a paixão do que a assertividade lógica da curadoria. Prefiro o laboratório, na tentativa e erro, à certeza de um resultado. Por isso, estas escolhas são sobretudo "afinidades electivas", e respondem mais pela experiência da confrontação, do que pela certeza curatorial. Aliás, não sendo a Arte uma ciência, muito menos exacta, esse eco entre obras, clássicas e contemporâneas, numa alteração da leitura expectável, deve provocar o espectador e acrescentar sentido ao próprio Museu. 

É, pois, esse mosaico de interacções que me interessa. Não são as obras individualmente com o seu poder de significação intrínseco, mas a narrativa produzida pelo contacto com o acervo do Museu. 

Abre-se uma janela de estranheza e amplifica-se assim o sentido, quer das obras que aí existem, quer das obras dos artistas convidados e, por fim, do próprio Museu. A lógica é conscientemente incompleta e experimental, com consequências imprevistas. 

Artistas convidados: José Pedro Croft, Julião Sarmento, Fernanda Fragateiro, Miguel Ângelo Rocha, Rui Chafes e João Queiroz. 

João Louro 

exp


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Sobre o Museu do Caramulo

Com mais de 60 anos de existência e visitado por mais de um milhão e meio de pessoas, o Museu do Caramulo alberga no seu espólio uma colecção de arte, uma colecção de automóveis, motos e bicicletas e uma colecção de brinquedos antigos. O Museu do Caramulo produz ainda, de forma regular, exposições temáticas e temporárias, e organiza vários eventos como o Salão Motorclássico, o Caramulo Motorfestival, o Espírito do Caramulo, a Noite dos Museus ou o Rider. Mais informação em www.museu-caramulo.net. 

Mais informação em | www.museu-caramulo.net

Museu do Caramulo – Fundação Abel e João de Lacerda

Tel.: 232 861 270 |   Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

 

Publicado em Eventos
Domingo, 18 Setembro 2011 20:43

Museu Terras de Besteiros

O Museu

Situado no antigo Solar Casa de Sant'Ana, em pleno centro histórico de Tondela, este museu é de visita obrigatória para quem quer conhecer mais sobre a realidade, passada, presente e futura do Território das Terras de Besteiros e dos seus habitantes.

Concebido para ser uma referência no panorama museológico da Região, este espaço alia ao design e criatividade conteúdos de excelência. A sua museografia foi concebida para ser dinâmica, atractiva, aberta e plural, transmitindo de forma apelativa e inovadora os conteúdos interpretativos independentemente do seu suporte. Para além disso o museu conta com um conjunto de novas tecnologias multimédia que dão a conhecer novas perspectivas, tendo um enfoque especial na interpretação e conhecimento de conteúdos e problemáticas.


O discurso deste museu centra-se na acção humana que moldou e transformou este território tão peculiar, tornando o homem e o tempo como vectores fundamentais para o entendimento destes ciclos de vida ao longo da História.

Este espaço conta com uma exposição permanente distribuída por dois pisos. O piso 0 dá a conhecer a evolução do Homem neste concelho, como demonstra um conjunto fabuloso de artefactos e arte pré-histórica provenientes de sítios arqueológicos singulares como são os caso da anta da Arquinha da Moura (Lajeosa do Dão) e estação de Arte Rupestre de Molelinhos (Molelos). Neste piso podemos ainda ficar a saber mais sobre a Romanização e a formação do território das Terras de Besteiros. Deparamo-nos ainda com a Fé Humana e a evolução dos seus antigos municípios.No piso 1 poderemos percorrer a História do Século XIX e XX, abordando a questão do desenvolvimento pré-Industrial, a chegada do Caminho de Ferro, o desenvolvimento do Caramulo e o aparecimento dos Sanatórios.

São também dadas a conhecer as actividades ancestrais de auto-suficiência humana como a agricultura, o cultivo do linho, a funilaria, a cestaria, o barro negro e a pisoagem do burel com que se fabricavam as tradicionais capuchas.Descobrindo este equipamento cultural o visitante poderá viver uma experiência sensorial sobre este Território percorrendo-o através de uma viagem ao passado e ao presente, abrindo portas ao futuro de um concelho singular.O Museu disponibiliza ainda um centro de documentação especializado, uma cafetaria, auditório, e loja onde poderão ser adquiridos diferentes produtos da região, bem como diversas publicações de interesse cultural.


Núcleos Visitáveis

Para além do seu núcleo sede, o Museu Municipal de Tondela dispõem de um espaço destinado às suas Reservas, localizado na freguesia de Nandufe. Este encontra-se em funcionamento desde Janeiro de 2005 sendo destinado ao acondicionamento de objectos e colecções, dispondo de um Laboratório de Conservação e Restauro. Embora de acesso condicionado, as Reservas do Museu Municipal podem ser visitadas mediante marcação prévia, permitindo a diferentes tipos de público usufruir deste espaço museológico contactando directamente com as várias colecções guardadas, e com todo o trabalho ali desenvolvido.


Desde a sua génese pretendeu-se que o Museu Municipal Terra de Besteiros tivesse uma estrutura sectorial, repartida por núcleos museológicos que se encontrassem dispersos por todo o Concelho. Actualmente já integram o Museu Terras de Besteiros dois núcleos que podem ser visitados mediante marcação.


A Anta da Arquinha da Moura, situa-se na freguesia da Lajeosa do Dão, sendo um exemplar da cultura megalítica merecedor da classificação de Imóvel de Interesse Público, desde 2002. Um sítio com mais de 5000 anos de história, dedicado ao culto funerário da população que habitava neste local. Os visitantes poderão descobrir histórias passadas, observando o monumento no seu todo, apreciando também o seu interior, observando um conjunto de pinturas inéditas.


Os Ambientes do Ar, tem como base um núcleo de moinhos de Souto Bom, uma aldeia da freguesia de Caparrosa. A autarquia promoveu e recuperou um património identificador da região, aproveitando-o como factor de desenvolvimento local. Estruturado em torno da recuperação de um conjunto de moinhos hidráulicos, representa uma forte aposta de preservação patrimonial, em sintonia com elementos de educação ambiental. Apoiado em plataformas de acessos, apetrechou cada moinho com um equipamento pedagógico diferente, de acordo com uma temática específica: moinho do universo, da natureza, da energia Com isto, pretende-se dar a (re)conhecer diferentes e agradáveis sensações, sustentadas na recuperação, valorização e promoção dos recursos patrimoniais: os moinhos, a natureza e as pessoas.


Ainda em fase de implementação deparamo-nos com o núcleo de gravuras rupestres ao ar livre de Molelinhos, freguesia de Molelos. Estima-se que remonte à Idade do Bronze/ início da Idade do Ferro.
O Museu Terras de Besteiros ao integrar estes sítios pretende documentar, interpretar e divulgar todo o território concelhio, as suas características geológicas e culturais próprias, de uma forma descentralizada, de forma a exprimir a cultura e tradição da população do Território de Besteiros.

 

Intervenção Comunitária

O Museu Terras de Besteiros assume, há já alguns anos, uma grande dinâmica na relação com a comunidade em que está inserido. Cativar o público e transmitir conhecimento interagindo com ele são alguns dos objectivos das actividades já desenvolvidas pela equipa do Museu Municipal de Tondela.Envolver toda a comunidade em diferentes actividades é uma das nossas metas. Para isso temos vindo a contar com as diversas associações culturais do concelho, com grupos de jovens, e todo o público em geral.

O Museu Terras de Besteiros é um serviço público para o Público, que pretende incrementar variadas actividades junto das populações, captando novos e diferentes protectores do Património Cultural Concelhio.Seguindo esta política de intervenção comunitária, os Serviços Educativos do Museu são uma porta aberta para a sensibilização, a prevenção e valorização do património cultural deste Território. Assumem uma grande importância na interacção entre espaços de cultura e a comunidade.

O Museu Terras de Besteiros ao assumir-se como um museu polinucleado, possui um inúmero leque de actividades culturais, cuja dinamização depende também dos Técnicos dos Serviços Educativos.

Estimular os interesses de todo e qualquer público, transmitir conhecimento, levá-lo a descobrir as colecções interagindo com ele, serão alguns dos objectivos que movem as diferentes acções desenvolvidas pelos Serviços Educativos do Museu.

 

Investigação

O estudo das diferentes tecnologias tradicionais do Concelho de Tondela, preservando a memória do saber fazer artesanal, é um dos objectivos do Museu Terras de Besteiros.
Ajudar a descobrir e afirmar, junto das novas gerações, o nosso património, heranças que correspondem a algumas das componentes significativas da nossa identidade cultural, levam-nos ao estudo e compreensão de acontecimentos ainda vivos, pujantes em alguns casos, noutros praticamente recordações ou memórias, de um fundo cultural que se esvai com o rápido desaparecimento dos velhos artesãos.Torna-se imperativo assegurar a valorização da chamada cultura popular, tradição ligada essencialmente às artes e ofícios artesanais.
Um pouco por toda a região do Concelho de Tondela encontra-se este modo de produção artesanal, tipicamente caracterizado pela sua inserção em comunidades pequenas, intimamente ligada à vida, às tarefas e ritos quotidianos dessas populações, em que a mesma pessoa concebe, produz do princípio ao fim, e vende, o fruto do seu trabalho.
As diferentes artes e ofícios tradicionais, as técnicas utilizadas, os objectos ou produtos resultantes bem como o modo de vida das gentes com elas relacionadas têm vindo a ser alvo de estudo e investigação.
A equipa técnica do Museu Municipal Terras de Besteiros, tem vindo a desenvolver trabalho em diferentes áreas de investigação, dando relevo em algumas temáticas ao discurso expositivo da exposição permanente do museu, contribuindo para a edição de livros, publicação de artigos em revistas da especialidade, e apetrechando o Centro de Documentação com recursos áudio e vídeo das memórias passadas.
O desenvolvimento destes trabalhos irá recuperar e promover os testemunhos do saber tradicional, parte integrante de uma memória colectiva, memória das Gentes de Besteiros.

 

Conservação e Restauro

A defesa e salvaguarda do património cultural é um compromisso de todos para a continuidade da construção da memória colectiva dos povos. Cada objecto ou monumento é único e é o resultado de trabalho humano e como tal, o seu reconhecimento não deve depender das alternâncias do gosto ou da moda. Deverá ter-se sempre presente a consideração histórica sem descurar o respeito pela estética.
O Museu Terras de Besteiros, tendo em conta o seu espólio, considera que cada objecto é testemunho de um tempo humano e como tal, deve obedecer a um critério de preservação da sua autenticidade sendo submetido a uma intervenção necessária mínima.
Respeitar a obra histórica e artística do passado sem adulterar qualquer estilo de qualquer época, colocando em evidência os vestígios e elementos originais, é um compromisso assumido e que está sendo realizado, através de intervenções de Conservação e Restauro, no laboratório, integrado no Edifício das Reservas Museológicas, na Freguesia de Nandufe.


Centro de Documentação

O Museu Municipal de Tondela – Terras de Besteiros, como museu de território, aberto à comunidade, dispõe, entre as suas valências, de um Centro de Documentação cujo acervo se encontra disponível para consulta presencial ou online, através da Plataforma da Rede de Bibliotecas Escolares de Tondela.
Não obstante a franquia aos utentes em geral, será relevante para eventuais investigadores que queiram desenvolver os seus estudos e conhecimentos, nomeadamente, nas áreas da Cerâmica, da Arqueologia, da Arte, do Património, da Etnografia e da História Local e Regional de Portugal.
A essência deste Centro de Documentação advém de uma política de permutas de publicações que o Município de Tondela foi estabelecendo com outras autarquias e diferentes instituições científicas e universitárias, nos contextos nacional e internacional, sobretudo, ao nível ibérico e mediterrânico.


O acervo encontra-se criteriosamente organizado e catalogado, segundo as normas do Código Decimal Universal (CDU), devidamente legendado nas estantes para consulta livre e directa do utente e sinalizado por distintivos cromáticos.
No acesso directo às estantes, as obras das diferentes áreas do saber estão arrumadas por classes: 0 (Generalidades); 1 (Filosofia/ Psicologia); 2 (Religião); 3 (Ciências Sociais); 5 (Ciências Exactas e Naturais); 6 (Ciências Aplicadas); 7 (Artes/ Património); 8 (Literatura/ Linguística); 9 (Geografia/ Arqueologia/ Pré-História/ História/ Biografias).

Na mesma sala, em prateleiras contíguas, estão disponíveis: o sector do Fundo Local (HL); o espólio documental do Dr. António Almiro do Vale (FAV).
O utilizador tem ao seu dispor ajuda técnica, bem como um computador, com acesso ao catálogo, módulo de consulta, com internet e mobiliário adequado (cadeiras e mesas de estudo). No término da consulta deverá deixar as respectivas obras sobre a mesa de trabalho.


Poder-se-á pesquisar, online, através de busca pela palavra pretendida no(a):
- Título (ex: cerâmica, em Actas da 4ªs Jornadas de Cerâmica Medieval …);
- Autor (ex: MARTINHO, em Carlos Martinho);
- Assunto (alguns descritores mais usuais – cerâmica/ olaria/ barro negro/ técnicas/ arqueologia/ pré-história/ história/ arte/ património/ etnografia/ antropologia/ indústria/ energias/ museologia/ molinologia/ agricultura/ fotografia/ pintura/ escultura/ saúde/ cultura/ artesanato/ religiões/ FAV [Fundo Almiro do Vale]/ História Local/ literatura, etc. – e ainda pela designação geográfica (Tondela/ Portugal/ Viseu/ Península Ibérica…).

 

Contactos

Núcleo sede:
Solar de Santa Ana
Rua Dr. Simões de Carvalho
3460 Tondela
Tel: 232 823 400

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Inscreva-se e descubra as vantagens de ser Amigo do Museu da Terras de Besteiros. Envie por correio a seguinte ficha de inscrição.ou envie um email com os dados solicitados na ficha para: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

Publicado em Touring Cultural

O Consórcio da Região Caramulo

Sportnatura Eventos
Sociedade do Caramulo, S.A.
Hotel Severino José
Turismo do Centro
Câmara Municipal de Tondela
Hotel do Caramulo
Confraria do Cabrito e da Serra do Caramulo
Quinta de Cabriz
Solar de Vilar
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